Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

17.1.2007

Mais «Grandes Portugueses»... O momento da noite da apresentação dos chamados «defensores» dos 10+ foi quando Helder Macedo disse a uma transbordante Ana Gomes que o Vasco da Gama era uma personagem do Camões.

publicado por RAA às 00:58
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

15.1.2007

Ainda os "Grandes Portugueses". Se daqui a umas dezenas de anos voltarem a fazer um concurso idêntico, não creio que o Salazar, o Cunhal ou até o Sousa Mendes venham a estar nos 10+. Já o mesmo não digo quanto ao Pessoa.

publicado por RAA às 19:50
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Domingo, 8 de Janeiro de 2017

15.1.2007

Os Grandes Portugueses. E não é que, apesar de tudo, o público foi mais avisado do que os organizadores deste concurso? Quatro figuras ligadas aos Descobrimentos (dois mentores -- Infante e D. João II --, um agente -- Vasco da Gama -- e o cantor deles -- Camões, simultaneamente soldado do Império); o fundador, Afonso Henriques; Pombal, o estadista que com as suas grandezas e misérias subsiste enquanto tal no imaginário da nação. Quatro figuras da contemporaneidade: os incontornáveis Salazar e Cunhal, assim votados pelo ímpeto sectário, fenómeno compreensível e explicável. A presença de Pessoa reconforta-nos pelo modo como a sensibilidade colectiva continua, de alguma maneira, a manifestar um pendor lírico, uma necessidade estética. Aristides de Sousa Mendes, o Homem que de tudo abdicou em nome da sua consciência e da Humanidade é a boa surpresa disto tudo. Não votei na primeira volta, não tenciono votar agora; mas se o fizer fá-lo-ei no amor imenso, até ao sacrifício, que Aristides de Sousa Mendes representa.

publicado por RAA às 02:33
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Sábado, 31 de Dezembro de 2016

10.1.2007

Sobre a incomunicação. a incomunicação entre ricos e pobres, norte e sul, cristãos e muçulmanos, estado e cidadãos, marido e mulher, pais e filhos, irmão e irmão, nós e nós mesmos, como tudo seria menos árduo se houvesse tempo e disposição para comunicar com o(s) outro(s).

[a propósito de Babel, de Alejandro González Iñarritu]
publicado por RAA às 02:56
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016

8.1.2007

Jornais. Sempre tive má impressão do jornalismo, mesmo quando o pratiquei, felizmente por um breve período. Se o nosso jornalismo televisivo é péssimo -- os canais noticiosos (o da sic, em especial) aí estão para o demonstrar em toda a sua pobreza, os jornais não lhes ficam atrás. Mas há dias com boas surpresas. Já aqui escrevi que o melhor suplemento que se publica é o 6.ª, do DN; mas o Público continua a ser o que ainda me vai satisfazendo melhor, enquanto diário de informação geral (não leio semanários há vinte anos; e desde o fim da primeira Grande Reportagem, de boa memória, que perdi o hábito de comprar revistas).

A imprensa é o espelho de uma sociedade; pelas amostras, a nossa deixa muito a desejar.Hoje, porém, leio no jornal 4 excelentes artigos de opinião 4, que me vieram lembrar o que em tempos foi considerado o papel dos jornais enquanto veículos de (in)formação e a sua importância para a sedimentação de uma vida pública menos primária, menos argentária, menos futebolística, menos frívola; pelo contrário: mais sofisticada, mais cívica, mais culta, mais séria.

Como os links estão sujeitos a assinatura, transcrevo aqui breves passagens:

De António Paim: «A ideia da democracia grega sempre exerceu uma influência enorme no imaginário ocidental. Não se trata de abdicar de tal legado mas de considerá-lo no que é típico do regime democrático: o carácter participativo. A doutrina do governo representativo tem o mérito de preservar tal característica, explicitando o que é essencial à convivência social: a negociação dos inevitáveis conflitos.» («O que o governo representativo acrescenta ao legado grego»).

De Laura Ferreira dos Santos: «Quem decide do que eu consigo suportar? O pessoal médico? Quando estou grave e irrecuperavelmente doente, passo a pertencer ao Estado ou a uma ortodoxia religiosa?» («A morte assistida de Welby: questões bioéticas e religiosas»).

De Carlos Pacheco: «Foi com o liberalismo que o esbulho, a desordem e a impunidade na administração colonial atingiu dimensões antes impensáveis. Enquanto no regime absolutista houve capitães-generais e ouvidores que se se mostraram por vezes menos preocupados com o interesse público do que com o desejo de amassar fortuna pessoal, a Metrópole, apesar de tudo, nem sempre condescendeu com estes hábitos.» («Pilhagem das colónias»).

De João Paulo Barbosa de Melo: «O ser humano distingue-se dos restantes mamíferos por não ver apenas com os olhos, por ser capaz também de "ver" através da ciência, da razão, da imaginação, das convicções.» («Tem sentido legalizar hoje o aborto?»).

É por isto, por nos interpelar, por nos ajudar a reflectir e suscitar a discussão, por ser um factor de civilização, que vai valendo a pena continuar a comprar o jornal.
publicado por RAA às 17:33
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2016

3.1.2007

Talvez. Talvez por ser homem, talvez por ser contra o aborto, talvez por não ser moralista, interessava-me mais estar agora a discutir a eutanásia.

***

É preciso ser-se um grande estupor para negar a alguém consciente a possibilidade de, numa situação-limite, pôr fim à sua própria vida da forma mais tranquila, auxiliado por quem se disponha a ter essa piedade última.
publicado por RAA às 00:08
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Domingo, 25 de Setembro de 2016

30.12.2006

Este ano, um bom ano que nos livrou de alguns indesejáveis, foi incrivelmente mau para a justiça que se lhes devera ter feito. Milosevic morto a meio do processo em Haia, sem que o defunto Tudjman fosse, postumamente embora, responsabilizado pela barbárie balcânica. Houve também o Pinochet, essa fresca enguia. Quanto ao Saddam, compreende-se que os americanos, entre outros..., não estivessem muito interessados em revolver o passado comum.

O julgamento e rápida execução do «Carniceiro de Bagdad», com base em apenas uma das suas muitas atrocidades, embora das mais hediondas, é revelador da prontidão com que os americanos se quiseram ver livres deste empecilho, outrora aliado. Saddam Hussein não foi julgado por todo o seu consulado de terror. E sabemos, infelizmente, que os criminosos que em Washington podiam exibir no cadastro o massacre de milhares de vidas inocentes, não terão o julgamento a que deveriam ser sujeitos, em nome da decência.
publicado por RAA às 01:31
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016

28.12.2006

Uma leitura da presença (1).  O recente centenário do nascimento de Lopes-Graça fez-me ir à gaveta retirar um estudo com meia dúzia de anos destinado a uma colectânea de correspondência com os «presencistas», grupo a que, por direito próprio, o autor de Música e Músicos Modernos pertence. Ele aqui fica, em primeira mão.

 
Liberdade de criação e expressão, recusa de subordinação a tudo que não fosse a verdade do artista, consequente afirmação da sua independência em face dos poderes instituídos -- condição necessária para a autenticidade da criação como manifestação do que de mais genuinamente o artista traz em si --, rejeição do academismo, do formalismo e da contrafacção: este, a traços largos, o programa da presença, revista literária que se publicou em Coimbra, entre 1927 e 1938, com uma segunda série saída em Lisboa, em 1939 e 1940.
Com a Seara Nova, de Raul Proença, Jaime Cortesão, Câmara Reis e António Sérgio, entre outros, iniciada em 1922 -- embora não descurando a literatura, procurava antes de tudo exercer um pedagogismo cívico que não cabia nos propósitos da folha coimbrã --, apresentam-se-nos ambas como as principais referências éticas da vida cultural portuguesa, no que a revistas culturais respeita, entre as duas guerras mundiais. Não por acaso, de resto, se constata a preeminência de ambas, cujas afinidades na respectiva área de intervenção teríamos gosto em explorar, não fosse tal confronto comprometer a razoabilidade das dimensões da apresentação deste epistolário. (1)
 
(1) Recorde-se a funda admiração que Régio consagrou a António Sérgio, e também a sua importante colaboração na Seara, com destaque para as «Cartas do nosso tempo», dadas à estampa na década de 30 (ver Isabel Cadete NOVAIS, «Colaboração de José Régio em publicações periódicas», Boletim, n.º 2, Vila do Conde, Câmara Municipal / Centro de Estudos Regianos, 1998, p. 5.)
 
(continua
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

21.12.2006

Por um punhado de Blueberrys. Se fosse preciso, trocava todos os heróis da Marvel por um punhado de Blueberrys.

publicado por RAA às 22:33
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Domingo, 17 de Julho de 2016

21.12.2006

Iabadabadu!!! As imagens mais antigas que tenho dos desenhos animados da tv, então a preto e branco, estão aqui: não bem o Tom & Jerry da MGM, que esses via-os apenas no cinema, nas matinés infantis do Casino Estoril; nem os Schtroumpfs, BD do belga Peyo que negociou com aqueles dois que estão sentados à frente, a adaptação ao cinema de animação.
As minhas imagens remontam a umas tardes de sábado, com os Flintstones, eu sentado no chão da sala e encostado às pernas do meu Pai, há quase 40 anos, numa casa a dois passos de onde agora moro; e ficaram-me os nomes e as dobragens brasileiras: do Zé Colmeia e Catatau ao Pepe Legal e Babalu, do Bibo Pai e Bobi Filho ao Olho Vivo e Faro Fino, do Dom Pixote (Huckleberry Hound) ao Plic, Ploc e Chuvisco, mai-la 'Squadrilha Abutre do Dick (Dastardly) Vigarista e seu cão Pilantra (Mutley), e por aí fora...
Estas lembranças devo a Joseph Barbera, que morreu anteontem, e ao seu colega também já desaparecido William Hanna. Com Tom & Jerry estiveram entre os melhores; com os Flintstones & C.ª, entre os mais criativos.

publicado por RAA às 02:58
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