Sábado, 2 de Janeiro de 2016

18.9.2006

I'm a poor lonesome cowboy...  Estou há largas semanas para assinalar aqui a edição histórica dos quatro primeiros álbuns de Lucky Luke, até agora inéditos em Portugal: A Mina de Ouro de Dick Digger, Rodeo, Arizona e Sob o Céu do Oeste. Algumas destas estórias foram, no entanto, publicadas entre nós por Adolfo Simões Müller, mas em revista, no mítico Cavaleiro Andante.

Pela imagem junta vemos o cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra com traços ainda muito incipientes, traços que espelham uma grande influência dos desenhadores da Disney. Jolly Jumper, que com o seu dono aparece logo em «Arizona» (1947), nas páginas da revista Spirou, era ainda e só um intrépido cavalo...
Morris foi injustamente menosprezado, quando confrontado com o magnífico René Goscinny, autor dos argumentos a partir de certa altura; menosprezo que é injusto, sabem-no aqueles que como eu estão na casa dos 40 anos e puderam apreciar as narrativas impressas entre nós pela velha Editorial Íbis, dando-nos a conhecer a mestria da abordagem humorística do excelente belga à tradição do Oeste americano, como sucedeu com as figuras dos Dalton (Fora da Lei, Os Primos Dalton) e Roy Bean (O Juiz), que nada ficam a dever ao melhor Lucky Luke da parceria estabelecida com Goscinny. Este, genial, com um humor finíssimo -- o mesmo que lemos em Astérix --, viria a potenciar todo o material já existente; mas todo o espírito da série é devido ao seu criador. O pós-Goscinny conheceu, é verdade, altos e baixos, mas começa e termina com dois picos assinaláveis desta nova fase: O Esconderijo dos Dalton (Morris de novo a solo) e O Profeta (com argumento de Patrick Nordmann).
O que me interessa agora, porém, é dar quatro tiros de Colt 45 para o ar, um por cada título com a chancela das Edições Asa, que assim dão a conhecer ao público português as primícias de Maurice de Bevere (Morris) e da sua imortal criatura, cujo cavalo velocíssimo revelava uma inacreditavel lentidão a jogar xadrez...
publicado por RAA às 16:56
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015

19.7.2005

Táxi! Nostálgico, folheio um velho álbum de BD, da desaparecida Editorial Íbis: Strapontam e o Monstro de Loch Ness, com desenhos de Berk -- extraordinários estes nomes flamengos que soam a arroto... -- e texto de Goscinny. Se o humor deste não é ainda tão refinado como viria a revelar-se em Astérix ou Lucky Luke, por exemplo, não fica nada atrás do praticado em Iznogoud, e faz sorrir. A criança que eu era fascinava-se com as deambulações deste inofensivo motorista de táxi pela país do uísque e de «Nessie»...

publicado por RAA às 22:48
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Domingo, 29 de Março de 2015

29.3.2005

Piratas. A figura do Barba Ruiva exerceu sempre em mim um fascínio a que não foram alheios o traço de Victor Hubinon e a destreza narrativa do grande Jean-Michel Charlier. Apesar disso, o poder caricatural duma certa dupla Albert-René foi tal, que não consigo pegar num álbum de aventuras do comandante do «Falcão Negro» sem que me venha à memória aquela angustiosa interjeição: «Os gau!... Os gaugau!...»

publicado por RAA às 02:01
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