Segunda-feira, 31 de Agosto de 2015

1.11.2005

Origens. Se ouvirem o antigo cabeleireiro Chuck Berry, perceberão de onde vêm os Rolling Stones.

publicado por RAA às 14:45
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Sábado, 1 de Agosto de 2015

23.10.2005

Night In The Ruts. Em 1979, os Aerosmith preparavam-se para entrar no vigésimo ano de existência. Em 2004 publicaram um álbum de covers , Honkin' on Bobo, uma revisitação a um património blues que nunca lhes foi alheio. Hoje quero falar deste meu LP, datado daquele ano. Primeiro, porque é do melhor bluesy-hard-rock americano da época, ainda muito pouco contaminado pela tralha mtv; depois, porque marca um fim de ciclo, a fase final dessa inocência do grupo de Boston, puros músicos duma certa América. Esta é a formação clássica dos Aerosmith, um quinteto composto por Steven Tyler (voz, harmónica, piano), Joe Perry (guitarras), Brad Whitford (guitarras), Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria). Tyler e Perry são dois executantes e dois compositores de excepção, funcionando regularmente em dupla. Nos nossos dias são peças do star system musical, mas do mais competente, mesmo assim, que este sistema tem. O mergulho nos blues e nos espirituais negros acima referido, mostra-nos essa fidelidade às raízes musicais.

Raízes que acabam por não ser exclusivamente americanas, como sabemos, através de um normal processo de transferência cultural. Quando grupos ingleses como os Beatles, os Rolling Stones, os Animals ou os Led Zeppelin -- que tinham bebido na música negra americana, dos blues ao rock, de Muddy Waters a Chuck Berry --, quando estes bifes talentosos penetraram nos Estados Unidos, influenciando uma série de jovens músicos desse lado do Atlântico, alguns deles aprenderam bem a lição e devolveram com acrescento o que os não menos jovens mestres europeus lhes haviam transmitido.
Night in the Ruts é, neste contexto, exemplar disso mesmo: do puro blues de «Refer head woman», com Tyler a evidenciar as excelentes capacidades na harmónica, até «No surprise», um r'n'b muito stoniano. O disco tem todo ele um pedal que passados estes anos continua a entusiasmar-me: por exemplo as guitarras poderosas de Perry e Whitford, um nada negligenciável guitarrista de apoio, em «Chiquita», «Three mile smile», «Remember (walkin in the sand)», e «Think about it» (mais covers, mais blues...), em que se percebe porque razão Joe Perry é um dos grandes lead guitarrists de toda a história do rock; e porque para além da pose que tanto encanta as adolescentes Steve Tyler (tem o carisma do cantor, ele é o rosto dos Aerosmith, tal como Jagger o é para os Stones e Bono para os U2), evidencia uma espantosa capacidade vocal, quase diria gutural, que se estende até ao que parece ser o limite das suas cordas vocais -- mas sem exibicionismo, pelo menos nesta fase ainda, antes com autenticidade.
Como circula cá em casa uma aerofã, a minha filha Joana, com todos os cd's de originais deles (teve inclusive o desplante de desdenhar do velho LP do seu velho pai, comprando o respectivo cd!...), posso dizer que embora os Aerosmith registem na sua discografia muitos e bons álbuns, todos eles com músicas marcantes, de «Dream on», do primeiro disco, Aerosmith (1973), a «Same old song and dance», de Get Your Wings (1974), passando por «Dude (looks like a lady)», de Permanent Vacation (1987), e por «Janie's got a gun», de Pump (1989), entre tantas outras ao longo destas décadas, apesar disso Night in the Ruts é um dos seus melhores trabalhos. Rock'n'roll?, hard-rock?, hard-blues? Who cares... It's only rock and roll, and I like it.
publicado por RAA às 02:17
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Domingo, 12 de Abril de 2015

8.5.2005

Tattoo You. Reouvir os velhos LP's, muitos deles com aquele ruído de fritadeira em ebulição, é um dos meus compromissos diários. Ontem foi o Tatoo You, de 1981, quando os mais incautos já pouco davam pelos Stones. Os discos anteriores estavam infectados com o que de pior se fazia à época e mesmo, antes deles, o Love You Live ficou a léguas de distância de outro álbum ao vivo dez anos mais velho, o mítico 'Get Yer Ya-Yas Out!' -- The Rolling Stones in Concert (1969). Este Tattoo You remeteu-me então para esse período, fins de 60/princípios de 70: é um típico álbum dos calhaus rolantes, roufenho e agreste, bluesy e rocker.

publicado por RAA às 04:10
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